segunda-feira, 19 de março de 2012

Estar sozinho

Recentemente, muitos conhecidos, amigos, colegas e até mesmo inimizades tem terminado seus respectivos relacionamentos. O que eu tenho a dizer, antes de tudo, é que relacionamento é uma merda é algo complicado. Qualquer coisa que lide com o ser humano é algo complicado. Via de regra o ser humano é um monte de bosta uma bagunça absurda de ser, querer ser, sentir e fingir sentir. Vamos partir para exemplos.

Quem usa Linux sabe o caralho que é como é difícil encontrar pacotes que sejam compatíveis independente da distro e da versão da distro. Pois é, relacionamentos são mais ou menos por aí. Imagine que sua cocota companheira é o Slackware e que você é o Ubuntu. Você é user-friendly, descomplicado, quase um Windows que funciona. Ela já é mais complicada, cheia de necessidades de pacotes obscuros para parar de encher o saco fazer o que você quer. E existem N - com N tendendo ao infinito - pacotes que funcionam apenas para uma distro. Vocês acabam tendo escolhas restritas para o que funciona para ambos. E isso não é de todo o mal, ao meu ver, relacionamentos devem ser complementares e não sobrepostos. Se tá procurando uma pessoa muito parecida com você mesmo, acho que deveria se masturbar está procurando a coisa errada. O interessante é terem em comum a necessidade um pelo outro, respeito mútuo e bastante força de vontade. Mas e se não der certo?

Um relacionamento acaba. Cedo ou tarde, acaba. Entenda a seguinte coisa:

As pessoas vão te deixar. Não importa se é ou não justo pra você. Elas vão te deixar. Basta que faça sentido pra elas. Basta que seja justo pra elas. É tudo que elas precisam. Independe do quanto você faz, do que você faz. Está totalmente fora do seu controle. Se você acha que sendo um imbecil ciumento, prendendo a pessoa, chantageando emocionalmente, acha que vai manter alguém contigo, merece um monte de tapas na cara saiba que está enganado. As coisas não funcionam assim. A pessoa pode até se sentir na obrigação de estar perto de ti, mas ela não quer estar perto de ti. E se o relacionamento já é um caralho com a pessoa QUERENDO estar perto de você, imagina quando ela não quer. Pegou a jogada? Se não, você é bem mais idiota lento do que este humilde autor esperava.

Se as pessoas vão te deixar, você tem que aprender a lidar com isso. Não é fácil, não existe uma receita pronta. Não vou te dizer que "Deus nunca te abandona", pois isso não é justo com os ateus. Se você acredita em Deus, ótimo, se não, ótimo também. Ainda existe UMA pessoa que jamais vai te abandonar, independente do seu credo, cor, religião ou doença mental ideologia. Você mesmo. É importante continuar acreditando em você mesmo. O que as pessoas acham ou deixam de achar sobre você, em muitos casos, não pode ser mudado. Então fodam-se danem-se os outros. Claro, é legal compartilhar algo com alguém, é legal se doar para alguém. Mas nunca faça isso a ponto de você não ter mais você para você mesmo. Porquê, quando até você se abandona, até você desiste de você mesmo, aí amigo, aí a porra ficou séria acabou.

Para terminar, uma musiquinha que expressa muito bem o que eu escrevi acima.

sábado, 22 de outubro de 2011

Não é o que, mas sim como.

Eu acho muito engraçado ver pessoas fazendo merda lutando pelos seus direitos de um jeito completamente errado. E o que me emputece, de fato, é quando as ditas minorias usam sua "situação" como escudo. Calma que vou exemplificar, caro animal leitor.


Estão em pauta já faz uma caralhada um bom tempo nas mais diversas mídias os assuntos homofobia, machismo, racismo...ou seja, toda e qualquer forma de discriminação. Vamos por partes. Todos, em teoria, deveriam ter os mesmo direitos desde que sejam elegíveis a tal regalia. Antes de dar piti surtar, calma. Quando eu falo em elegibilidade, falo sobre ser um cidadão de bem, aquele que é correto e, assim sendo, tem direito de cobrar dos outros algo muito simples: respeito. Aqui que chegamos na pegadinha. Tem gente que não se dá ao respeito e ainda sim quer revogar algum direito quando o único direito que tem é de ir se foder e não me encher o saco.


Quer ver um exemplo? Eu dou um amplamente conhecido: A parada gay de São Paulo. O homossexual tem todo o direito (e digo mais, tem o dever) de ter orgulho de si, como toda a criatura viva. A questão é que, durante a parada, rolam putarias absurdas, drogas, depredação de patrimônio público e um monte de outras merdas. Não que isso seja exclusividade da parada gay, ao meu ver toda a aglomeração de pessoas (dado que o ser humano é um imbecil tem umas idéias fracas) vai ter dessas merdas. A questão é que é uma marcha para a reinvidicação dos direitos do coletivo. Quando você vai lá pra causar, badernar, você automaticamente perde o direito de reinvidicar seus direitos (olha a recursão aí).


Ao meu ver existem formas certas e erradas de defender seus direitos, de lutar pelo que é seu. A forma certa, para mim? Atitudes pequenas no dia-a-dia, debates abertos ao público, tudo que promova o avanço intelectual e abra mentes, não em um desfile onde as pessoas bebem, fazem festa e o caralho a quatro, não é ambiente propício para difundir uma idéia. Aliás, é o ambiente propício para que a visão ruim que as pessoas retardadas de cabeça fechada tem se torne ainda pior. Ai sempre vai ter aquele projeto de ameba mané que vai falar "Não me importo com o que pensam de mim". Então, seu monte de bosta meu caro, porque diabos reclama tanto quando te tratam de maneira indevida justamente por eles pensarem mal de você? Se não se importa com o que pensam de você, pare de choramingar.


E aí chegamos nos exemplos que me emputecem. Quando a pessoa usa sua "situação" como forma de escape para qualquer merda que venha a fazer. Um amigo me falou sobre o vídeo, vou reproduzir a cena. Um grupo de mulheres negras num ônibus nos EUA. Uma delas esbarra, propositalmente, em uma senhora e rouba seu iPod. A senhora percebe pois os fones ficam pendurados, ela exige que o aparelho seja devolvido. A moça (se é que você pode chamar esse aborto da natureza esse ser de moça) diz que não vai devolver, porque aquilo é RACISMO. Não bastasse isso, ela e as amigas começam a agredir, fisicamente, a senhora e roubar outros pertence. Bravo, maravilhoso. E esse tipo de erro da vida ainda quer falar sobre discriminação. O segundo exemplo que me emputece: a guria sai na rua, com uma saia que tampa só o útero uma porção pequena das coxas e coloca um decote absurdamente cavado. Aí reclama que as pessoas tratam-a como mulher objeto. Bitch, please Amiga, seguinte, se você saiu de casa dessa forma, com certeza não foi para que valorizassem o que você não tem sua inteligência. E nem vem me falar que saiu de casa assim porque tava quente e tem direito de se vestir como quer. Direito de se vestir como quer você tem, assim como as pessoas tem o direito de pensar como quiserem. Adivinha quanto é 2+2 o que as pessoas vão pensar de você quando sair na rua sim. ISSO! Que você é uma vagabunda! Se não quer ser tratada como mulher objeto, não se porte como tal. Não estou falando pra sair de casa de burca, mas se esforce DE VERDADE para mostrar o que tem dentro da sua cabeça além de vento ao invés de se esforçar pra que vejam a cor da sua calcinha, isso é, se você estiver usando uma.


Então amigo ou amiga, o papo reto é o seguinte: Se quer ser tratado com dignidade, aja de forma digna. Se quer reinvidicar seus direitos, faça-o do jeito direito. E antes que eu me esqueça, para as mulheres que gostam de usar o fato de ser uma mulher como handicap: Vocês vão e dão tapa na cara de algum cara. Se vocês querem direitos iguais, ele tem direito de te devolver um tapa ou um murro, é o que ele faria se fosse outro cara. Não que ele esteja certo, mas você também não está certa em dar um tapa na cara.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Onde há?

Uma coisa que sempre foi muito claro pra mim, em todos esses anos de existência, é que tenho muita raiva contida. Eu não sou uma pessoa amável ou compreensiva boa parte do tempo. E quanto mais caótica estiver a minha vida, mais claro isso fica. Caos, aliás, sempre foi uma boa definição para o que se passa dentro de mim e exteriorizar minha frustração comigo e com a vida sempre me pareceu uma boa saída. Sempre coloquei tudo pra fora na forma de agressões, muitas vezes gratuitas. Sou do tipo que mata bate muito e depois vai pensar num motivo. A razão de tudo isso é que sempre enfrentei os inimigos errados:

A faculdade;
O sistema;
Os professores de matemágicas;
Tudo que respira;
Amores passados;

Sempre espanquei o vento quando o inimigo não era ninguém menos do que eu mesmo. E demorei 23 anos pra me dar conta disso. Não importa em que situação, você sempre tem que se vencer. Seja se superar ou seja derrubar aquela sua velha idéia de vida. Em nenhuma, absolutamente nenhuma situação, alguém pode te impedir de algo, senão você mesmo.

De amar;
De viver novamente;
De tentar novamente;
Quantas vezes for necessário;

Se isso me traz paz? Claro que não. É uma batalha que nunca vai ser vencida em definitivo. Ou não haveria crescimento. Ou estagnaria. Ou morreria. Mas é, de certa forma, reconfortante saber contra quem canalizar suas energias.

"If you want peace, prepare for war." - Publius Flavius Vegetius Renatus

sábado, 3 de setembro de 2011

Acredito em Deus, logo, ele existe.
Não acredito em Deus, logo, ele não existe.
Já sei, vou fazer o possível para tentar provar sua existência, se não conseguir, ele não existe.
Mas e se eu não souber o método para prová-lo?
Sou um cientista brilhante, isso não é possível.
Mas o fato de eu não acreditar, muda o fato dele existir?
Eu sei que a colher de prata na minha frente existe, posso vê-la e tocá-la, mas acredito nela?
Estatisticamente falando meu time de futebol tem poucas chances de ganhar o campeonato.
Mas por isso deixo de acreditar?
O que a fé muda?

O que as pessoas falham em ver, tanto aqueles que acreditam quanto aqueles que não acreditam é que, o fato de você crer ou não em uma existência superior não muda, em absolutamente nada, a possibilidade dessa criatura existir ou não. Se acho válido que o homem tente provar a existência de Deus? Claro que acho, todo avanço científico é bem vindo, tudo aquilo que expanda a mente é sempre bem vindo. Mas, existe uma diferença absurda entre saber que existe e acreditar. Tenho muitos motivos para acreditar que se um dia a existência for provada nada, absolutamente nada, vai mudar na fé daqueles que em algum momento não acreditaram. Afinal de contas, eles apenas sabem. Isso não quer dizer que para cada um desses, em seus íntimos, signifique algo mais que saber. Da mesma forma que, se for provado que nada existe, os que acreditam vão continuar a acreditar. Então, qual a importância em se ter razão sobre seu Deus existir ou, se ele existe, que ele é melhor do que outro? Importância nenhuma, a não ser inflar o próprio ego e justificar motivos escusos. A meu ver, desde o começo, tudo que importa é acreditar em algo para, dessa forma, nunca estar absolutamente sozinho. E não digo acreditar em Deus, mas acreditar em algo que te impulsione a fazer coisas melhores, a ser um ser humano melhor. Se é isso que sua fé ou ausência de fé promove, não importa se seu Deus veste um chapéu viking, tem oito braços ou se ele sumiu numa fumacinha de lógica, ele está dentro de você, te guiando para o que há de bom na vida.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Séries que deveriam ter continuado: Vanguard Bandits

Hoje não irei dissertar sobre emputecências, pra felicidade geral. Vou revelar um pouco mais (uy) do meu lado nerd, começando uma série de postagens que falam sobre games que mereciam, definitivamente, continuações ou, ao menos, remakes. Quero mostrar um pouco de um jogo de estratégia que marcou muito minha adolescência e que dividi com diversos amigos: Vanguard Bandits.


A capa da versão americana, que eu possuo. :)

Vanguard Bandits trata-se da versão norte-americana do jogo Epica Stella, devidamente traduzido e trazido para o ocidente pela falecida Working Designs. A empresa norte-americana se especializou em trazer jogos nipônicos para o mercado ocidental. Infelizmente, a Working Designs só conseguiu emplacar um hit de verdade, a série Lunar (que, aliás, é fucking awesome). Todos os demais jogos, apesar de excelentes (como o próprio Vanguard Bandits) foram fadados a se tornarem "hits cult".

"Mas vem cá, titio palada, o que tem de bom esse jogae? O que que são esses manolos v1d4l0k4 na capa?". Calma, meu ignóbil ajudante de pedreiro amigo, já chego lá. Como já dito, este é um jogo de estratégia para o Playstation 1, onde o jogador assume o controle de uma tropa de elite pilotos de ATACs (All-Terrain Armored Combatants). Cada ATAC tem características bem específicas, assim como seus pilotos. Como fã de mechas, devo dizer que o design dos ATACs são muito interessantes e dinâmicos, mesmo os ATACs mais bunda fracos. O personagem principal da estória é um mané Bastion, um adolescente de 15 anos, criado pelo seu pai, Kamorge, um espadachim e piloto de ATAC exímio. Clichê. Nos primeiros 10 minutos de jogo você vai pensar coisas do tipo "Que estória retardada.", "Que músicas horríveis.", "Que gráficos toscos.". E bem, eu concordo. "Então porque eu vou jogarsaporra?! CARALHO.". Segura a periquita os cavalos. O jogo pode não ter as melhores músicas (coisa que eu acho até paradoxal, já que jogos japoneses são conhecidos por suas ótimas trilhas sonoras) , nem os melhores gráficos ou melhor estória. Mas o jogo te recompensa com personagens profundos, as lições que traz e uma boa dose de estratégia que, apesar de simples, não deixa de te fazer pensar um pouco antes de agir.

O grande "tchan" do jogo está no amadurecimento dos personagens, especialmente de Bastion (spoilers ahead). No início ele é só mais um adolescente de sangue quente, cidadão do reino de Pharastia. Seu pai, Kamorge, se esforça para ensiná-lo como se defender, além de tentar, a todo custo, mostrar a Bastion quão importante é ser um homem honrado acima de tudo, lutando pela verdadeira justiça. Não muito longe no jogo, Bastion se depara com o vilão da estória, o general do império, Faulkner (nomeado em homenagem a William Faulkner, escritos estadunidense). E, nesse mesmo encontro, Kamorge é morto por Faulkner. Mais clichê. É então que começa o processo de amadurecimento de Bastion. Ao decorrer do jogo, Bastion descobre, dentre muitas coisas, que não é filho legítimo de Kamorge, mas sim do Rei de Pharastia, morto durante a invasão do império Junaris, pelo pai do próprio Faulkner. Isso, por um momento, serve para alimentar seu ódio pelo império, visto até então como a semente de todo mal. Mas não tarda muito para que dê de cara com a verdade da guerra: Não existe um lado certo de se estar, existem pessoas ruins de ambos os lados e ambos os lados cometem atrocidades, assim como existem pessoas boas no império também (representados pela princesa Sadira e seu irmão retardado Duyere), que buscam o mesmo objetivo de Bastion. É este o momento em que considero que o ser humano amadurece de verdade - e que é muito bem representado no jogo. É quando Bastion deixa de ver o mundo nas cores preto e branco e se dá conta que tudo é pintado em tons de cinza.

Bastion no ATAC de seu pai biológico, o Alba.

Com o desenrolar da trama o jogador começa a se dar conta que Bastion e Faulkner passaram, exatamente, pelos mesmos nabos problemas. A primeira diferença é que Bastion teve uma pessoa para apoiá-lo e instruí-lo no caminho da honra e da justiça. Já Faulkner, teve sua amargura e tristeza remoídos e inflados pelo imperador Degalle, um homem que um dia já lutou pela justiça, mas se deixou corromper pelo poder. A segunda diferença é o caminho que cada um escolhe pra si. Bastion escolheu a luz (representada pelo seu último ATAC, o Ultragunner), enquanto Faulkner mergulhou cada vez mais e mais em trevas (representada pelo ATAC Zulwarn, que se alimenta de sangue humano). The bottom line is: Você é as escolhas que faz. Que é exatamente um outro ponto forte do jogo, a possibilidade de fazer escolhas em pontos chave e que mudam COMPLETAMENTE o rumo da história. Em um desses "branches" você até mesmo se alia ao império de Junaris, mas do lado não podre dele. Isso te possibilita ver a guerra de ambos os lados e entender que, apesar da história ser escrita por quem vence, não significa que quem venceu é bom ou o fez da melhor maneira possível, evitando o maior número de vítimas inocentes.

A batalha final, Ultragunner contra Zulwarn!


Ao final do jogo você se questiona, juntamente com Bastion, se Faulkner era, de fato, um vilão, e não mais uma vítima de uma série de abusos cometidos por outros. Claro, Faulkner tem sua parcela de culpa, ele escolheu o caminho. É como o próprio Faulkner diz no combate final: "It's not a matter of forgiving and forgetting, Prince Charming, it's the harsh reality...MY reality!"

Recomendo fortemente que JOGUEM Vanguard Bandits até o final. O fator diversão é alto e a batalha final (caso consiga o melhor final, que não é muito difícil) realmente faz valer a pena. O voice acting no fim, apesar de não ser genial, é blood-boiling. Se ficou curioso, veja você mesmo:






Por enquanto é tudo, pessoal! :B

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Exibicionistas

Bom, como já deu pra notar, eu fico puto com frequência. E bem, são muitas as coisas que me deixam puto. O foda é a preguiça pra falar de todas elas. Quero hoje mandar tomar no cu falar a respeito dos exibicionistas. Não, seu punheteiro filho da puta caro (um) leitor, não estou falando da turminha que curte sair pelada na rua, balançando seus documentos. Mas falo de gente que gosta de exibir o que é de uma forma irritante e desrespeitosa. Nesse quesito, classifiquei três estereótipos (leia bem, seu projeto de retardado, estereótipo): O ateu monge do Age of Empires, o gay atirado e o vegan-holier-than-thou.


Ateu monge do Age of Empires:


Esse é, de longe, o aborto de ser humano mais irritante a caminhar na face da Terra. O cara faz absolutamente DE TUDO pra denegrir toda e qualquer expressão religiosa, ridicularizando ao extremo qualquer demonstração de fé em uma força superior. Não bastasse isso o retardado tenta (geralmente usando dos métodos já citados acima) te converter ao ateísmo a qualquer custo. Amigo, vá tomar no olho do seu cu um semancol. Da mesma forma que você não gosta da porra do testemunha de Jeová tentando te converter, eu não gosto de você fazendo "wo-lo-lo" pra mim. Se toca, ante-projeto de idiota infeliz. Se eu quiser me tornar ateu, se isso me interessar, eu te pergunto como e porque. Caso contrário, faça um favor a todos e cale a boca. Não venha me falar sobre liberdade de expressão, é um conceito que você definitivamente não entende. Sua liberdade termina no momento que começa a do outro. Respeite a opinião do próximo, que é exatamente o que você critica nos outros, a falta de respeito com sua (não) crença. É muito hipócrita da sua parte ficar tentando "catequisar" os outros, pra dizer o mínimo. Pare de tentar ridicularizar os outros, no final o único ridículo (e forever alone) é você.


Gay atirado:


Antes que comece a tempestade de bosta choradeira do tipo "mimimi, seu homofóbico, mimimi". Primeiro, todo e qualquer comentário que você faça com relação a gays vira homofobia, vamos parar de viadagem frescura. Segundo, eu respeito absurdamente os gays. Uma porque, o mundo é cheio de filhos das putas e se assumir diferente num mundo assim é foda, precisa ter culhões. Segundo que, se cagar te alivia e é o oposto de dar a bunda, dar a bunda deve causar, no mínimo, desespero. E pra passar por isso e ainda sentir PRAZER, tem que ser é MUITO MACHO. Voltando ao assunto. Cara, o quão desconfortável é para uma mulher quando um homem vem dar emcima dela assim, descaradamente. Bastante desconfortável. Agora, se ele passa a mão nela então, é falta de respeito, tem chance de levar tapa na cara, senão coisa pior. Agora, se uma bicha louca vem e mete a mão em mim, eu tenho que ficar quieto e aceitar que ele tá só expressando sua liberdade de escolha? Então vou sair na rua socando a mão na bunda de qualquer gostosa que tiver pela frente. Na boa, vá se foder não é bem por aí. Eu entendo e respeito sua opção sexual, faça o mesmo por mim. É falta de respeito e bom senso sair metendo a mão nos outros, seja você heterossexual, homossexual, pansexual ou o que for. Denovo, sua liberdade termina no ponto que começa a liberdade do outro. Depois, se alguém achar ruim as suas atitudes, não vem chorar e falar que é homofobia. Você simplesmente está sendo um folgado do caralho e usando sua opção sexual como escudo pra fazer o que te der na telha. Não é por aí que a banda toca.


Vegan Holier-Than-Thou:


Pra fechar com chave de merda ouro, apresento o Vegan Holier-Than-Thou. Ele junta todas as características descritas acima e mais um pouco. Ele está a todo momento sendo um pé no saco se esforçando pra mostrar o quanto é melhor que você. Ele faz pesquisas só pra te mostrar, em números, quão evoluídos são os vegans, quão mais saudável é sua vida e quão mais feliz ele é por ser vegan. E se você come carne, ele te cruxifica, ele te odeia, ele te critica. Enfim, ele não pode ser seu amigo porquê você come carne, afinal, ele é infinitamente mais merda melhor que você. Você é um reles mortal, ignóbil e condenado a um pensamento retrógrado. Amigo, saca só. Foda-se se você é vegan. Foda-se você não come carne. Isso não te faz melhor do que ninguém. Se acho seu ato nobre. Sim, eu acho, mas mantenha isso pra você. Nobreza também tem a ver com altruísmo e humildade. Você ficar exibindo isso como um troféu só te faz um babaca. E um babaca muito chato. Continue com suas amigas alfaces, porque vai ser a única coisa que vai te restar depois de algum tempo.

Bom, seus desocupados amiguinhos, por enquanto é só, já surtei o suficiente por hoje. Se você é um ateu monge do Age of Empires, vá se foder. Se você é um gay atirado, vá se foder. Se você é um Vegan-Holier-Than-Thou, vá se foder com muita, mas MUITA força. Se você é filho do Bolsonaro...bom, sinto muito, mas você já se fodeu.

PS: Dizem por aí que o Bolsonaro vai criar uma banda. Klukluxklaani. E o debut álbum se chama Happy Little Nazi.

sábado, 12 de março de 2011

Heróis

Esses dias estava a lembrar de meus heróis de infância, muito dos quais carrego comigo até os dias de hoje. Eu sempre quis ser um herói, desses de roupas espalhafatosas e poderes mirabolantes. Claro, não vou desmerecer o maluco que acorda as cinco da madrugada pra trabalhar em dois empregos e alimentar uma dúzia de bocas com dois salários mínimos, esse cara é OBVIAMENTE um herói, mas ele cai em outra categoria. Se seria legal ter super poderes? Sim, claro que seria. Mas não é só disso que os nossos heróis são feitos. O exemplo máximo disso (na minha humilde opinião) é o amigão da vizinhança:

O uniforme é ridículo, admito.

Stan Lee se esforçou bastante para construir um personagem absurdamente humano. Sim, eu sei que o Homem-Aranha gira em torno desse papo de "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades". E é justamente por isso que ele é um herói. Veja bem, Peter Parker era um merda no colégio. Inteligente? Sim, muito. Mas ainda sim era um merda. Flash Tompson vivia fodendo com a sua bunda vida. Orfão. Seu tio morre baleado por um viado assaltante e, pra piorar, indiretamente a culpa é do próprio Peter. Ozzy Norman Osbourne mata uma de suas namoradas. J. J. Jameson é um velho caquético cretino que só quer saber de foder com a vida do Homem-Aranha sem motivos aparentes. Traduzindo, a vida dele é tipo a sua um grande monte de esterco mal cheiroso. E é isso que faz dele um herói. Peter poderia ter fodido nervosamente com a vida do J.J. e do Flash, por exemplo. Ambos já quase passaram dessa pra uma melhor mais de uma vez e foram salvos pelo aracnídeo. É aí que chega onde eu quero. Não são apenas os poderes que o fazem um herói, são suas decisões. Diante de um confronto entre sua ética e seu ego, o Homem-Aranha abre mão do bem estar do seu alter-ego em nome de um bem maior. Quantos de nós somos capazes de fazer isso? Consegue contar nos dedos da mão quantas vezes abriu mão de uma vingança pessoal? Não gosta do Homem-Aranha? Tenho outro exemplo de herói então:

Ramza Beoulve, o herói de Final Fantasy Tactics.

Ramza é filho bastardo da família Beoulve. Seus meio-irmãos o desprezam. As únicas pessoas a quem é realmente apegado são sua irmã Alma, seu pai Balbanes e seu melhor amigo, Delita. Amigo esse que tem a irmã, Teta, assassinada por ordem de Zalbag, meio-irmão de Ramza. Não bastasse esse shitstorm, Ramza ainda descobre que Dycedarg, seu meio-irmão mais velho, envenena o próprio pai, causando a morte do mesmo. Ramza tem todos os motivos e mais um pouco pra ser um completo filho da puta vilão. Ainda sim, se torna um herói. Acusado de heresia, perseguido e quase morto uma porção de vezes, Ramza não deixa seu senso de justiça esmorecer, lutando pela liberdade dos mais fracos, para evitar que mais Tetas surjam. Sim, ele toma algumas decisões ruims e sim, ele se arrepende. O que ele faz de heróico é fazer todo o possível para remediar suas decisões erradas, mesmo que isso lhe custe a vida.

Os heróis que povoam minha mente e que carrego comigo são muitos, desde heróis de tokusatus a heróis de quadrinhos e games. E tento, ao máximo que posso, me espelhar em suas decisões éticas e morais. Quantas vezes você foi um herói? Cada vez que exercitou seu altruísmo, por menor que tenham sido os resultados, você foi um herói. Nunca subestime suas boas ações. Nem mesmo superestime-as. Mantenha seus heróis vivos dentro de você, até o fim dos seus dias.

PS: Ainda vou fazer posts falando sobre cada um dos meus heróis, mais detalhadamente. :)